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domingo, 4 de setembro de 2011

Uma palavra linda

Olha só, essa sexta-feira (02-09-11) foi cansativa no trabalho, estava um frio absurdo e eu odeio frio, mas a noite prometia alegria. Com ingressos comprados para o show da Fabiana Cozza, fomos os 3 caminhando da estação do metrô Belém até o Sesc, só não batíamos os dentes de frio, porque estávamos exercitando o poder da fala. E como a gente fala!

Óbvio que eu fiz umas trapalhadas, tivemos que trocar ingresso. A primeira troca, porque a carteirinha da Ny estava vencida. A segunda foi por burrice própria mesmo... Explicando, para não queimar tanto o meu filme: como não sou fanática por carregar bolsa, peguei o que ia usar, olvidando de una cosita muy importante, e pus numa carteira minúscula e lá fui eu com tudo no bolso, menos a carteirinha do Sesc ou de estudante e tive que, pela segunda vez, pegar senha e trocar o ingresso pagando a diferença. Mas deixa a burrice para lá e vamos ao que interessa.

Esse show por si só, já era motivo para eu estar para lá de alegre, porque amo samba e a Cozza é bárbara, mas a Ny quis roubar o papel de protagonista da noite e mandou um convite que nos deixou com lábios de quem nunca mais vai parar de sorrir.

Óbvio também que minha memória é de girino e nem sei direito que frase ela usou, só importa a palavrinha mágica: padrinhos. Não vou me fazer de rogada, confesso que queria muito e esperava por isso, porque amo demais essa mulézinha e sei que é recíproco. O Ri menos convencido disse que não esperava. Nada disso importa, só o que vale é que esse convite transformou a noite numa mega comemoração e nem dá para explicar como nos sentimos, ouso falar até pelo Ri, porque sei que ficou tão emocionado e feliz quanto eu.

Pena que o noivo faltou, porque a gente adora aquele doido também, mas essa mulézinha anda escravizando ele, tadinho. Tem trabalhado tanto para sustentar a futura família, que nem pode estar presente.

Eu não falo que palavras são os melhores presentes? Madrinha não é uma palavra linda? Linda não, lindíssima! Agora estou me sentindo: a madrinha!

sábado, 27 de agosto de 2011

Substituto? Cópia?

Estava aqui lendo tranquilamente o blog do meu amigo Greghi, sobre o tal pedido de casamento, quando minha mãe adentra o quarto falando que o Santos está criando outro Pelé... estanquei na hora de ler o texto, porque essa maluquice de pensar que se pode criar outra pessoa igualzinha é coisa para os cientistas.

Não existe clone, não existe cópia e tão pouco substituto para qualquer que seja a pessoa. Ninguém pode substituir um filho ou uma mãe ou um pai que morre. Se querem saber, nem em uma empresa consegue se fazer uma substituição perfeita para um determinado cargo. As pessoas podem ter alguns traços semelhantes, atitudes parecidas, mas nunca serão iguais, nunca substituirão em absolutamente tudo aquela que não está mais ali.

Por todas as empresas que passei eu sempre ensinava minhas tarefas a outros, nunca me achei insubstituível, afinal, o mundo muda a cada milésimo de segundo, amanhã a ação que faço hoje, pode não ser mais imprescindível. Amanhã eu posso não estar presente e outra pessoa encontrará uma forma até melhor de executar minha tarefa, afinal, se eu mesma venho me aperfeiçoando em tudo que faço, porque outros não o farão? Mas será que sou substituível só por isso?

Há um tempão atrás recebi um texto sobre essa tal história de as pessoas serem substituíveis, talvez quem o escreveu estava revoltado com a mania de chefes sempre demonstrarem isso aos seus subalternos e, sinceramente, dessa leitura em diante passei a acreditar piamente que ninguém é substituível. vou até transcrever aqui parte do texto para que entendam o porquê mudei radicalmente de opinião e não acho mais ninguém substituível:

"Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto."

Portanto, ciente da minha humilde capacidade de emitir opiniões, não haverá outros Pelés ou Rivelinos, nem outro Oscar nem outra Hortência, nem outros Carioquinhas ou Ubiratans, nem outros Autrans nem outros Elvis, como também não haverá amores ou amizades iguais aos que já vivemos, nem criarão outras "eus", nem outros "vocês"... somos todos únicos e insubstituíveis!




sábado, 13 de agosto de 2011

Aprendizados

Vamos encontrando pessoinhas por todo canto. A minha aula preferida no primeiro ano de faculdade era a de ESTHAR. O conteúdo era bárbaro e a paixão do professor era daquele tipo que enfeitiça. De vez em quando ele citava algum livro e, para falar a verdade, nem sei o motivo dele ter citado esse, mas comprei, com certeza eu precisava bebericar aquelas palavras. De todas as 340 páginas desse pequeno livro, quase que de bolso, duas jamais serão esquecidas pelo valioso aprendizado.

AMAR O AMOR
Extraído das páginas 27 e 28 do livro "Fragmentos de um Discurso Amoroso" de Roland Barthes:

...Basta que, num átimo, eu veja o outro sob a figura de um objeto inerte, como que empalhado, para que eu desloque meu desejo desse objeto anulado para meu próprio desejo; é meu desejo que desejo, e o ser amado não é mais do que seu criado. Exalto-me ao pensamento de tão grande causa, que deixa longe atrás de si a pessoa que tomei como pretexto para ela (é ao menos o que digo a mim mesmo, feliz de elevar-me rebaixando o outro): sacrifico a imagem ao Imaginário. E, se dia vier em que eu tenha que decidir renunciar ao outro, o luto violento que me toma então é o luto do próprio Imaginário: era uma estrutura querida, e choro a perda do amor, não de fulano ou fulana...

Sem mais palavras, obrigada mestres das palavras!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quase dei sorte...

Nas ruas do Centro de São Paulo se vê de tudo: show de artistas desconhecidos; estátuas em performances surpreendentes; protestantes batendo em suas bíblias como se castigassem os pecadores; ciganas querendo passar os olhos na palma de sua mão e as mãos em sua carteira; camelôs que vendem de tudo; classificados humanos; vozes e mais vozes gritando bem na sua orelha: ótica, ótica, ótica; palhaço convidando para conhecer restaurante novo, que de novo não tem nada; dançarino solitário dando show em porta de loja; pessoas correndo ou caminhando calmamente sem sequer enxergar toda essa variedade de diversão, entretanto, homem bonito que é bom, é coisa rara de se ver. E não é que quase dei sorte dia desses? Meus olhos vislumbraram um careca charmosíssimo de óculos escuros, num terno elegantérrimo, não tive dúvidas, voltei minha cabecinha para descobrir por onde iria meu muso inspirador e eis que o vejo estático, o tal exuberantemente lindo nem pretendia ir a lugar algum, estava só embelezando a vitrine da Spielberg! Eu não disse que "quase" dei sorte?

domingo, 31 de julho de 2011

Qualidade é tudo!

Trabalhar no Centro de São Paulo é um privilégio, além de todos os prédios históricos, uma arquitetura polvilhada de surpresas e a diversidade de lojas para comprar de quase tudo, há restaurantes para todos os bolsos e gostos.

Não serei a tal que diz conhecer todos, porque não é verdade, são tantos que a gente se perde. Mas dos que conheço lógico que há os prediletos por conta da excelente comida e aqueles que são mais prediletos ainda por conta do excelente atendimento. E não pensem que não tenho vasto vocabulário na ponta dos dedos e da língua, por isso fico repetindo palavras, só repito pelo prazer de degustar essas palavras porque são as melhores para expressão do que desejo no momento.

Lá no www.areclamona.blogspot.com reclamei da comida ruim e do péssimo atendimento de alguns lugares, mas prometi mostrar meu lado que reconhece as coisas boas tanto quanto as ruins, então, anote aí 2 lugares que não devem perder quando forem ao Centro: Alhambra (Largo do Café)e São Paulo (Rua da Quitanda).

Não estou indicando só pela comida que é boa, prestem atenção no atendimento. No Alhambra, além de garçons simpáticos e atenciosos, o gerente se desdobra para garantir a satisfação do cliente.

Quando ainda fazia calor, há alguns meses, eu queria creme de papaia com licor de cassis e por azar ele não tinha, brinquei que ia no dia seguinte no concorrente e ele nem pestanejou, me mandou voltar que ele ia me servir a dita sobremesa que me enchia a boca de água. Lógico que voltei e óbvio que ele não furou e pude me deliciar com aquele sabor divino. Mas não é só isso não, ele é simpático com todos, sempre buscando agradar os clientes.

No São Paulo eles têm um patrimônio inestimável, um garçom que faz mais do que precisa para que saiamos de lá com vontade de voltar.

Amo todas as massas, antes que digam que sou viciada só em lasanha, porque de novo ela é a atriz principal. Essa não estava ruim não, estava fria, o queijo ainda sem derreter, mas nem reclamei, comi fria, porque não ligo, o gosto estava muito bom mesmo assim. Mas meu amigo avisou o garçom, que imediatamente foi lá pegou um pedaço e me trouxe quentinho, com o queijo bem derretido, mesmo eu dizendo que não precisava, que já estava satisfeita, que era só para ele checar o funcionamento do buffet. Comi e me empanturrei, porque fiquei sem graça depois de tanta gentileza.

Há uns dias nesse mesmo São Paulo, eu levantei e fui ver o mamão, desisti porque eram pedaços muito grandes, esse mesmo garçom de imediato foi até a mesa ver o que eu queria e que não tinha. Expliquei que pensei em comer mamão e como estava muito grande, ia deixar para outro dia. Ele me pediu para esperar e em menos de 5 minutos voltou com um pedaço menor e muito saboroso.

Agora pergunto, será que o atendimento desses 2 restaurantes é que está fora do padrão comparado ao tal do Bovinu’s que praticamente me enxotou como cliente?
Eu prefiro continuar sonhando que todas as empresas que prestam serviços ou vendem produtos apreciem atender seus clientes com toda devoção e continuarei indo somente nos restaurantes em que sou tratada com deferência.

sábado, 25 de junho de 2011

A música e suas surpresas

Pense num canto em que todas as religiões se afinam e convivem pacificamente... Esse é o Templo – Bar de Fé, localizado num pedaço do coração da Mooca.

O cardápio também é uma delícia, tudo que provamos, aprovamos, embora o preço seja meio salgadinho. Mas a música é de qualidade, desde as que nos presenteiam em bons vídeos à banda.

Aliás, é por causa dessa banda que corri para a telinha e não porque pretendo copiar o Pedro Schiavon do blog http://lugarzinho-br.blogspot.com/, que vive encontrando preciosidades para dividir conosco. Mas não resisti, porque esse Templo tem que entrar no circuito das boas músicas das noites paulistanas para continuar nos presenteando com noites tão agradáveis.

Mas voltando ao mote da minha inspiração. A banda entrou e anunciou que primeiro ia tocar uns sambas, para depois ir às músicas latinas. E tocou bem, nem precisei pedir meu dinheiro de volta (essa história logo contarei para vocês no blog http://www.areclamona.blogspot.com/). Lógico que sempre tem umas rateadas, mas até os melhores cantores e bandas já tiveram seus deslizes. O importante é que eles dão valor ao bom e velho samba, tocaram muitos dos melhores. Mas, o que me deixava encafifada era a aparência dos músicos. Tinha uns 4 ali que transpiravam rock, uma até com carinha de Heavy metal e na minha cabeça rodava uma pergunta irrespondível: que diacho os fez cair no samba?

Dá para imaginar um metaleiro balançando a cabecinha no ritmo do samba? E os roqueiros então? Em relação ao mocinho da percussão, acabei crendo que foi um erro meu de visão, ele nasceu no batuque do samba, o rock nunca entrou na vida dele... Será? Sei lá!

Apostei que 2 ali eram filhos da música clássica, minha amiga apostou que um deles é arquiteto, e até achei que ela tinha razão. No entanto, a visão mais perturbadora foi ver um tecladista apático, parecia meditar em outras terras menos a do samba, enquanto tocava atento à partitura. Nós rimos muito imaginando que raios se passava na cabecinha dele, porque tínhamos certeza que era de tudo, menos samba. Ele nem piscava, nem movia a cabeça, nem os pés, só dedilhava no ritmo certo. De repente, não mais que de repente, como diria o poetinha, o moço saiu do transe. Eu que pensava que ele era surdo e mudo, não resisti, cai na risada, afinal era só uma questão de língua. No fundo, creio que ele só entendia a partitura, mas nem imaginava o que estava cantando o sambista. Mas quando os primeiros acordes de música puramente latina invadiram o Templo, o “Pepe” despertou, dedilhava, cantava e até se balançava no compasso latino.

¿Consiguen adiviñar cual era el segredo de Pepe? O moço é cubano, mais precisamente um autêntico guantamero...

sábado, 18 de junho de 2011

Paixão por Maceió

Pense numa terra abençoada pelo Céu, pelo Sal e pelo Sol, essa é a minha Maceió.

Há contrastes entre o feio e o belo, o pobre e o rico, como em qualquer outra cidade do mundo. Mas mesmo o feio e o pobre me encantaram. A batalha daquele povo deveria ser reconhecida, deveria haver um milagre para cada família de ribeirinhos, de cortadores de cana, de catadores de coco, das rendeiras e todos aqueles que custam a ganhar seus tostões, seja com seu trabalho árduo ou com sua arte.

Se avexem não, em breve escreverei outros textos contando sobre as coisas boas e ruins, agora me falta tempo, tenho que voltar ao trabalho, aquele que me sustenta e não é tão árduo como o daquele povo do sol.

Mas, desde já quero agradecer ao Vaqueiro, o informante, que não é guia de turismo, gravem bem isso e não confundam, na próxima prosa explico tudinho, senão o Vaqueiro me larga na estrada no próximo passeio.