Palavras? Como-as todas sem tempero! História? Fecho os olhos e me transporto. Arte, cenas, imagens, ocorrências? Viajo entre linhas, formas, cores e transformo tudo em palavras, para poder cerrar novamente os olhos e ver o quanto há de poesia e palavras em todas as formas que nos vigiam. Yara Verônica Ferreira, a degustadora
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Palavras são sempre poderosas
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Nossos encontros
sábado, 7 de abril de 2012
Sendo o que nasci para ser
segunda-feira, 5 de março de 2012
Licença de professora
Não aguentei nem chegar todos os alunos, fui falando, perguntando o nome a cada um que entrava e falei, falei, provoquei, mas eles estavam no estado que talvez eu devesse estar: tensos.
- Essa intrusa, talvez eles tenham pensado! Mas eu estava ali, com toda licença para ser a professora.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
A ausência de mais palavras de Eike Batista
Na verdade, senti foi falta de mais palavras de Eike Batista. A trajetória dele é muito rica e infelizmente os resumos tão micro sintetizados não me permitiu entender cada surgimento de negócio e a forma como executou. Como ele próprio explica, “X“ é o símbolo da multiplicação, então, eu esperava encontrar muitos “Xis” que fossem aulas de multiplicação, que ensinassem outros empresários e até mesmo políticos a executarem as tarefas adequadas para se chegar a um ideal.
Por mais que haja uma forte bagagem ideológica em questões de agir corretamente, seja com pessoas ou com o meio ambiente, senti falta de detalhes sobre como ele age diante de um problema qualquer com colaboradores ou que tipos de ações e como implantou para beneficiar o meio ambiente.
Ah! Se esse Eike me dá chance de perguntar muito, transformaria esse livro em no mínimo umas 500 páginas! E não tenho a pretensão de ser a biógrafa, apenas de ser sua editora, aquela que o ajuda a escolher as melhores histórias e faz uma limpeza de repetições de ideias e palavras desnecessárias.
Critico, sim, o tanto de frases de auto-ajuda, que poderiam até fazer alguma diferença em algumas partes do livro e até serem usadas como ponto “X” durante toda a narrativa, mas não deixaria se repetirem, ainda que de outras formas.
Se algo me marcou na leitura? Claro! E aqui deixo para todos a essência do que o move, mais que ganhar fortunas e, que, sinceramente, meu “eu Cyrano”, sempre sonhou ser mais “Eike” nesse ponto, porque não basta sonhar, temos que realizar.
“Alguém me perguntou certa vez a diferença entre milhão e bilhão. A distinção mais significativa está no universo de pessoas que vão desfrutar o produto de uma riqueza, na magnitude do que o empreendedor vai gerar para a sociedade. Afora isso, não há diferença.” Eike Batista
Nesse quesito, posso me orgulhar de dizer que não fiz meu milhão em dinheiro, mas bem sei quantas pessoas já incentivei a seguir adiante em seus sonhos, apenas com a força das palavras.
E registro, sem o menor pudor, a minha inveja dos colaboradores de Eike Batista: adoraria fazer parte de uma de suas equipes.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Essência salutar
Os neurônios estão ali, esperando para serem empurrados para alguma coisa, aí vem aquela amiga ou amigo e desanda a falar. Pronto, ativou os neurônios!
Pior é que os neurônios não querem dormir, parece que estão funcionando com pilha recém carregada. Eles olham para o relógio e ameaçam desligar se os minutos continuarem rodando tão rápido. O relógio não se amedronta e os neurônios nem se importam com essa vigília, só querem continuar perscrutando palavras para a reportagem que está aberta na tela, para 3 aulas que estão também abertas na tela e vai tudo pulando de um arquivo para outro e as páginas vão crescendo.
O papo com a amiga qual era? Nem lembro mais, mas que foi bom, isso foi!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Meu vício, meu eu... eu Cyrano
Por que raios essa fulana que ama palavras sai sem um papel em branco sequer na bolsa? O que deu em mim?
Dizem que é difícil deixar um vício e agora sou obrigada a concordar. Tenho tentado me apartar do vício das palavras, de carregar sempre um bloco de anotações para não perder nenhuma delas nessa mente idiota que não consegue guardar nada por mais de uns poucos minutos. Mas, como é difícil!
Vira e mexe bate o desespero. Ontem bateu no meio da fisisoterapia, aproveitei a deixa de me pedirem um palpite e logo pedi papel e caneta, porque não consigo pensar sem eles. Logo lembrei da terapia para cortar o vício e disse que não precisava mais... sinto ainda a dor das palavras que se foram sem que eu pudesse tingi-las no papel!
Devo confessar que tenho burlado o esquema de tratamento e inúmeras vezes ponho ao menos uma caneta na bolsa e, na ausência da folha em branco, escrevo nas bordas de um panfleto qualquer ou até mesmo nas páginas da revistinha de palavras cruzadas que vem com sudoku, porque não gosto mesmo de fazer.
Talvez eu nunca consiga perder esse vício, no fundo me apeguei tanto a ele, que sinto como se fosse um amor que só me faz bem. Acho que vou deixar para lá essa história de querer me apartar dos meus blocos e diversas canetas que carrego, porque me sinto muito pior cada vez que enfio a mão na bolsa e não acho nem o papel, nem uma caneta sequer... essa abstenção provoca um vazio enorme, nem sei explicar onde sinto, me toma por inteiro.
Hoje me deu de novo, bateu forte. Escrevi nos poucos espaços e até mesmo sobre o texto impresso de um papel que nos deram sobre a luta para excluir o BBB da vida dos viciados nesse programa idiota. Não menosprezo as palavras que lançam nesse movimento, peço desculpas aos criadores do texto, mas eu precisava sair da crise de abstenção, a culpa foi do meu eu tão “Cyrano” de ser. Já, já explico no próximo texto.
Pós inserção de foto: A foto não se trata de um texto digitado sendo editado por uma caneta, na verdade, invadi mesmo o texto dos outros para escrever o meu, como já havia explicado e pedido desculpas no que publiquei antes.